Muita empresa da Zona Norte que eu atendo chega com a mesma dúvida: preciso mesmo de site, ou o perfil do Google dá conta? A resposta honesta é que o perfil leva longe, e que ele tem um teto. Saber onde fica esse teto é o que evita gastar com site antes da hora, ou ficar sem ele tempo demais.
O que o perfil resolve sozinho
Quando alguém em Irajá procura um serviço perto de casa, o Google mostra um mapa com três empresas, nota, distância e o botão de ligar. Esse bloco não vem de site. Vem do perfil da empresa no Google, o antigo Google Meu Negócio, que é gratuito.
Por isso dá, sim, para aparecer bem sem site. Para muita empresa, um perfil completo traz o primeiro resultado mais cedo do que um site institucional que ninguém procura pelo nome.
Completo, aqui, quer dizer cinco coisas:
- Categoria principal certa. É o campo que mais decide em quais buscas você entra.
- Serviços cadastrados um a um, com o nome que o cliente usa.
- Fotos reais da fachada, do espaço e do trabalho pronto.
- Horário certo, inclusive em feriado.
- Avaliações recentes, e respondidas.
Onde o teto aparece
Nos projetos, o perfil para de dar conta em quatro situações.
Quando o serviço é caro e o cliente quer conferir antes. O perfil mostra nota e foto. Não explica como você trabalha, o que está incluso, quanto tempo leva. Sem esse lugar, a comparação acaba sendo só por preço.
Quando a busca é uma pergunta. "Quanto custa um certificado digital" não abre o mapa. Abre textos que respondem a pergunta. Sem página sua, você não está ali.
Quando quem responde é a IA. ChatGPT e Gemini montam a resposta lendo páginas. Sem texto seu publicado, a indicação sai com o texto dos outros.
Quando você quer anunciar. Anúncio que leva para o perfil ou para o Instagram converte pior do que anúncio que leva para uma página feita para aquela oferta.
A ordem que eu sigo
- Perfil completo primeiro. Enquanto ele estiver pela metade, site nenhum compensa.
- Rotina de avaliação. É o que faz o Google escolher você entre três.
- Uma página por serviço principal. Não precisa ser um site de dez páginas. Precisa explicar cada serviço, mostrar trabalho feito e ter um jeito claro de falar com você.
Foi essa a ordem na RioCert, no Recreio: primeiro o perfil reorganizado, depois uma página para cada serviço. O site entrou para responder o que o perfil não respondia, não para substituir o perfil.
O teste de dois minutos
Abra uma janela anônima e pesquise o que um cliente pesquisaria para achar uma empresa como a sua, com o bairro. Se aparecer o mapa e os concorrentes tiverem mais avaliações que você, o problema é o perfil, não a falta de site. Se aparecerem só textos explicando o assunto, é o contrário: ali a falta de página custa cliente.